4 investigados na Operação Lucas continuam preso pela Justiça Federal | Cenário do Tocantins, Notícias, Política, Economia, Agronegócio
Palmas-TO 19/10/2019
4 investigados na Operação Lucas continuam preso pela Justiça Federal

servidora-ministerio-Adriana-Carla-presa-to

 

As investigações continuam e o juiz federal João Paulo Abe, da Justiça Federal, em Palmas, ouviu parte dos investigados, nesta terça-feira (16) pela Operação Lucas.

Dos seis investigados e levados à prisão da Polícia Federal, quatro continuam presos e dois foram soltos.

Durante a tarde desta terça (16), o juiz João Paulo Abe ouviu os investigados Djalma Luís Feitosa, Humphrey Teixeira dos Santos, Fernanda Alves Dias e Antônio Augusto Machado. Após a audiência, o juiz manteve a prisão dos quatro envolvidos já ouvidos.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa, o principal foco das investigações é ex-chefe do Serviço de Inspeção do MAPA, no Tocantins, Adriana Carla Floresta.

Segundo informações da PF, as investigaçoes apontaram que Adriana Carla teria usado seu cargo para, supostamente, receber propinas e pagamentos mensais em troca do retardamento de atos de fiscalização, quebra de multas, liberação de lincenças de funcionamento sem obediência dos requesitos legais e da lei, e outras mais, para os frigoríficos e laticínios no Estado do Tocantins.

As informações da PF, foram apuradas no inquérito, que utilizaou escutas telefônicas, quebras de sigilos bancários e fiscais dos envolvidos.

O inquérito  apontou a existência de um amplo esquema de corrupção, que além de atrasar propositadamente processos administrativos de aplicação de sanções e multas administrativas, substituiu as sanções e aplicação de multas pesadas, pertinenes e devidas em aplicação de penalidades de advertência.

Ainda de acordo com as informações, em análise das conta da servidora e de pessoas ligadas a ela evidenciam que as movimentações superavam em mais de 200% os valores dos rendimentos informados na sua declaração de imposto de Renda. Supostamente, a ex-superintendente teria recebido cerca de R$ 3 milhões em propinas.

O prejuízo eventualmente apurado, no entanto, pode ser muito maior, na medida em que, durante suas atividades, a chefe do serviço de inspeção teria realizado a anulação de inúmeros autos de infração, cujos recursos, consequentemente, deixaram de ser recolhidos ao Fisco Federal.

Em duas contas analisadas, uma aberta em nome dos filhos e outra do ex-marido. Na conta dos filhos foram identificados lançamentos de créditos periódicos no valor de R$ 5 mil, nos períodos de 2011 a 2016. Na conta do ex-marido, um montante de R$ 1.023.708,20, de origem não identificada.

Todos os valores eram depositados por representantes de empresas fiscalizadas que, segundo a Polícia Federal, teriam sido beneficiados com a conduta da Superintendente.

Ao todo foram cumpridos 10 mandados de prisão temporária, 16 mandados de condução coercitiva e 36 mandados de busca e apreensão nos estados de Tocantins, São Paulo, Pará, Maranhão, e Pernambuco.

O juiz federal João Paulo Abe também autorizou o bloqueio de contas bancárias e a indisponibilidade de bens móveis e imóveis nos valores de R$ 2,2 milhões de alguns dos envolvidos. (Com informações da Ascom Justiça Federal)

Matéria publicada em 17/05/2017



Indique esta Matéria para um Amigo Indique esta Matéria para um Amigo

Nenhum comentário Quero comentar!

No comments yet.

Leave a comment

Você precisa fazer o login para publicar um comentário.

Sérgio A. de Oliveira.
Rua 100, Nº 49 Qd. F17 Lt 01- Fone: (62) 98667-5775 / (62) 3255-8184 redacao@cenariotocantins.com.br - Goiânia - Goiás