Com medo de prisão, mulher de Cunha que tirar processo das mãos de Sérgio Moro | Cenário do Tocantins, Notícias, Política, Economia, Agronegócio
Palmas-TO 20/04/2019
Com medo de prisão, mulher de Cunha que tirar processo das mãos de Sérgio Moro
Na hora de usar o dinheiro para a compra do luxo não lembrou que a justiça poderia um dia funcionar no Brasil

Na hora de usar o dinheiro para a compra do luxo não lembrou que a justiça poderia um dia funcionar no Brasil

Com medo de ser presa por Sérgio Moro, a jornalista Cláudia Cruz, mulher de Eduardo Cunha, tenta transferir o processo de Curitiba para o Rio de Janeiro. A justificativa é que este seria o “local onde teriam sido praticadas as imaginárias condutas que lhe são imputadas”. A defesa da mulher de Cunha tenta a transferência em função da quebra de sigilo bancário e fiscal autorizada pelo magistrado na Operação Lava Jato e a apuração contra a enteada Daniella Dytz, filha do peemedebista Eduardo Cunha.

A mulher do ex-presidente da Câmara é ré em ação penal por lavagem de dinheiro de mais de US$ 1 milhão supostamente provenientes de crimes atribuídos ao marido. Cláudia também é acusada de evasão de divisas.

A denúncia da força-tarefa da Lava Jato aponta que Cláudia Cruz foi favorecida de parte de valores de uma propina de cerca de US$ 1,5 milhão que o marido teria recebido para ‘viabilizar’ a aquisição, pela Petrobrás, de 50% do bloco 4 de um campo de exploração de petróleo na costa do Benin, na África, em 2011.

Ainda de acordo com a denúncia, os recursos que aportaram na conta de Cláudia foram utilizados, por exemplo, para pagar compras de luxo feitas com cartões de crédito no exterior – como a aquisição de sapatos, bolsas e roupas de grife, são de origem ilícita, segundo a Procuradoria da República.

“Após formulada a acusação, os membros do Ministério Público Federal integrantes da denominada força-tarefa da Operação Lava Jato e signatários da denúncia, tanto na cota introdutória da denúncia, como em entrevista coletiva à imprensa a respeito do tema, mencionaram a continuidade das investigações em face de Danielle Ditz da Cunha, enteada da peticionária, e outras pessoas físicas e jurídicas a ela relacionadas”, aponta a defesa de Cláudia Cruz.

De acordo com o MSN notícias, os advogados Pierpaolo Cruz Bottini e Cláudia Vara San Juan Araujo afirmam em petição anexada aos autos nesta quinta-feira, 14, que o pedido de quebra de sigilo de pessoas jurídicas relacionadas à mulher do ex-presidente da Câmara formulado pelo Ministério Público Federal teve origem ‘em uma suposta incompatibilidade entre o valor dos pagamentos dos cartões de crédito por ela utilizadas e os débitos em suas contas bancárias e em relação à aquisição de dois veículos’.

“Claro, portanto, que, as investigações empreendidas em face da peticionária (Cláudia Cruz) extrapolaram a suposta manutenção de ativos no exterior sem declaração às autoridades competentes e o conjecturado recebimento de valores oriundos do pagamento de propina por contratos da Petrobrás, para apurar também outras possíveis irregularidades no patrimônio e na movimentação financeira de Cláudia Cordeiro Cruz”, sustentam os criminalistas.

Para a defesa, não há como se sustentar a competência da 13ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba/PR, de titularidade do juiz Sérgio Moro, ‘para a continuidade das investigações pretendida pelo Ministério Público Federal, em virtude da inexistência de conexão entre os fatos apontados – supostas incompatibilidades patrimoniais da peticionária – e o esquema criminoso da Petrobrás’.

“Uma vez afastada a conexão probatória e, consequentemente, a prevenção deste d. Juízo, requer-se a aplicação da regra geral de competência prevista no Código de Processo Penal – lugar da infração – com a remessa de todos os procedimentos eventualmente instaurados para dar prosseguimento às apurações em face da Peticionária e das pessoas físicas e jurídicas a ela relacionadas à Seção Judiciária do Rio de Janeiro, local onde teriam sido praticadas as imaginárias condutas que lhe são imputadas – incompatibilidade entre pagamentos de faturas de cartão de crédito e movimentações bancárias e na aquisição de veículos”, anota a defesa. (Com informações MSN Notícias/Foto: Divulgação)

Matéria publicada em 16/07/2016



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