Indicação do PTB, Superintende do MAPA em Goiás é exonerado após operação Carne Fraca | Cenário do Tocantins, Notícias, Política, Economia, Agronegócio
Palmas-TO 19/10/2019
Indicação do PTB, Superintende do MAPA em Goiás é exonerado após operação Carne Fraca
Investigações apontam repasse de dinheiro para partidos. Jovair Arantes já foi denunicado por pedir dinheiro.

Investigações apontam repasse de dinheiro para partidos. Jovair Arantes já foi denunicado por pedir dinheiro.

O Superintende MAPA em Goiás, Júlio César Carneiro, foi exonerado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) na sexta-feira, 17, após divulgação de prisão pela Polícia Federal (PF) na operação “Carne Fraca”. Além dele, também foi exonerado o médico veterinário Dinis Lourenço da Silva, ambos investigados pela PF. A portaria da exoneração foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (20).

Júlio César Carneiro assimiu o MAPA em 2015 com a indicação do partido do deputado federal Jovair Arantes (PTB).

Junto com os dois, ainda foram exonerados do cargo o superintendente do MAPA no Paraná, Gil Bueno de Magalhães, e mais 33 outros servidores suspeitos de envolvimento nas irregularidades investigadas pela PF que envolve vários frigorícos, inclusive a JBS, a BRF Foode, a Seara e outros mais.

A operação da Polícia Federal denunciou um esquema criminoso envolvendo empresários do agronegócio e fiscais agropecuários que facilitavam a emissão de certificados sanitários para alimentos inadequados para o consumo.

De acordo com a PF, frigoríficos envolvidos nesse esquema criminoso “maquiavam” carnes vencidas e as reembalavam para conseguir vendê-las. As empresas subornavam fiscais do ministério para que autorizassem a comercialização do produto sem a devida fiscalização.

A PF informou, ainda, o esquema envolvia servidores das superintendências regionais do Ministério da Agricultura nos estados do Paraná, Minas Gerais e Goiás. Os investigadores informaram que eles atuavam diretamente para proteger grupos de empresários em detrimento do interesse público.

Além das irregularidades apontadas nas questões sanitárias que afetam diretamente a saúde pública, também foi apontado o repasse das propinas provenientes dessas operações para partidos políticos como o PMDB e o PP. Até o momento, não foi apontado o repasse para o PDT de Jovair Arantes, que já foi apontado em outros escandalos por ligação com contraventores, como o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Agora mais uma vez, Jovair Arantes tem seu nome envolvido em esquemas de corrupção, conforme pode ser observado na fala do médico veterinário Dinis Lourenço da Silva, preso pela PF, que usa o nome do deputado para conseguir doações, irregulares, de um dos frigoríficos denunciados pela PF. O nome de Jovair foi citado em uma conversar telefonônica entre Dinis e o gerente de Relações Institucionais e Governamentais da BRF, Roney Nogueira dos Santos.

Trechos da conversa, colhidas em escuta telefônica pela PF, podem ser observados na matéria divulgada pelo G1 na sexta-feira (17).

Outras denúncias

Jovair Arantes tem tido uma postura política bem conturbada, recheada de acusações. Além de sua ligação com Carilhos Cachoeira, ele também foi denunicado em 2011 pelo Ministério Público Federal pela participação ativa em esquema de trocas de favores, envolvendo desde a indicação de cargos dentro do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) à concessão de benefícios, como de aposentadoria.

Em 2011, Jovair Arantes foi acusado pelo Ministério Público Federal de Goiás pela participação ativa em esquema de trocas de favores envolvendo desde a indicação de cargos dentro do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) à concessão de benefícios, como de aposentadoria.

Interceptações telefônicas revelaram o envolvimento do deputado com o “amigo”, ex-gerente do INSS em Goiás, José Aparecido da Silva (preso em 2010 após ação da Polícia Federal conhecida como Operação Guia)

Em janeiro de 2012, o “nobre” deputado sofreu mais uma acusação: O ex-presidente da Agência Goiana de Meio Ambiente (com status de secretaria estadual de governo), Osmar Pires Martins Júnior, fez uma denúncia ao Ministério Público de que o deputado Jovair Arantes cobrou R$4 milhões para apoiar sua recondução ao cargo.

Em 2016, o parlamentar foi denunciado por Osmar Pires Martins Júnior, ex-presidente da Agência Goiana de Meio Ambiente (AGMA). De acordo com o site Veja.com, Osmar denunciou Jovair ao Ministério Público acusando-o de ter pedido R$ 4 milhões para apoiar sua recondução à AGMA.

Em 2014, Jovair também foi denunciado pelo Minstério Público Federal em Goiás. Segundo a denúncia do MPF-GO, o parlamentar utilizou em sua campanha à reeleição, em 2014, um servidor da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), presidida então por Rubens Rodrigues dos Santos, indicado por ele ao cargo.

De acordo informações, Jovair controla a Conab, em Goiás, desde 2011. De lá para cá, indicou todos os presidentes da companhia e controla diretorias e 20 cargos de assessoramento no órgão. (Fotos: Divulgação Internet)

Matéria publicada em 20/03/2017



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