Palmas-TO 21/07/2018
Inflação de 4,03% é estimativa do Mercado financeiro para 2017

O custo de vida do brasileiro estará mais caro este ano. Pelo menos é o que prevê o Banco Central com o aumento da inflação estimada pelas Instituições financeiras consultadas. No entanto, as altas no custo de vida não é mais novidade, uma vez que os produtos nas prateleiras e gastos com energia elétrica e combustível já são sentidas no bolso dos consumidores desde o início do ano.

Inflação está em alta, embora governo fala em 4,03% no ano. - Ilustração: Jarbas

Inflação está em alta, embora governo fala em 4,03% no ano. – Ilustração: Jarbas

De acordo com as informações da pesquisa Focus, divulgado pelo BC, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4% para 4,03%, neste semestre.

O BC passou a divulgar também as estimativas de quatro anos, acrescendo 2020 e 2021. Para as instituições financeiras, o IPCA em 2019 será 4,10% (mesma estimativa da semana passada) e 4% em 2020 e em 2021.

Essas estimativas estão abaixo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Neste ano, o centro da meta é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%, neste ano. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

Para alcançar a meta de inflação, o BC usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente 6,5% ao ano. No entanto, a taxa básica não retrata a realidade da economia brasileira, uma vez que os juros cobrados pelas instituições que fazem empréstimos e cartões de crédito são quase cem vezes mais do que a taxa Selic.

Taxa Selic

Falando em taxas de Juros, a previsão é que a Selic permaneça em 6,5% ao ano até o final de 2018. Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano, e permanecendo nesse patamar em 2020 e 2021.

Quando o Copom aumenta a Selic, objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Contudo, o estímulo à poupança esperada não é uma realidade brasileira, pois esta deve ser um reflexo da renda do cidadão menos seus gastos. Como o salário é baixo, e os gastos altos, devido, principalmente, à alta dos produtos, excesso de cobrança de impostos e alta do combustível, além da energia elétrica, não há sobras para serem depositadas na poupança.

A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro neste ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Atividade econômica

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – permaneceu em 1,55%, depois de passar por oito reduções consecutivas.

A permanência do percentual do PIB retrata a falta de crescimento econômico do país, e, principalmente, o seu desenvolvimento, uma vez que o número de pessoas e famílias que estão inclusas no patamar de extrema pobreza é muito alta.

Em 2017 os números de pessoas que vivem em extrema pobreza chegaram a mais de 52 milhões, segundo dados da Síntese de Indicadores Sociais 2017, publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

(Fontes de informações: EBC e do IBGE)



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Sérgio A. de Oliveira.
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