Itaúcard prejudica cliente cobrando juros e financiamento não contratado | Cenário do Tocantins, Notícias, Política, Economia, Agronegócio
Palmas-TO 19/10/2019
Itaúcard prejudica cliente cobrando juros e financiamento não contratado

Itaúcard

O Itaúcard está agrindo contrariamente à Lei e prejudica os cliente ao cobrar juros mais altos do que o permitido pela Resolução 4.549/17 (Res 4.549/17).

Esse fato aconteceu neste mês, outubro/2017, com o financiamento do rotativo do saldo residual de um cartão de crédito sem a autorização do cliente. Além do financiamento indevido, o banco cobra juros mais altos do que deveria ser cobrado, de acordo com a Resolução.

Em seu Artigo 2º, a Res. 4.549/17 determina que o financiamento do “saldo remanescente do crédito rotativo pode ser financiado, mediante linha de crédito para pagamento parcelado, desde que em condições mais vantajosas para o cliente em relação àquelas praticadas na modalidade de crédito rotativo, inclusive no que diz respeito à cobrança de encargos financeiros”.

A lei fala que o “saldo remanescente” pode ser financiado, não ocorrendo em obrigação direta. O banco deve propor ao cliente o financiamento, e por sinal com condições mais vantajosas. No entanto, não tem sido esta a prática do Itaúcard, uma vez que vem realizando o financiamento do saldo remanescente do rotativo, sem o consentimento do clientes, além de cobrando juros acima dos juros praticados por ele mesmo no saldo rotativo do cartão.

Vamos a um exemplo real. Os juros do saldo rotativo do cartão de crédito, divulgados pelo Itaucard na fatura é de 9,90% ao mês, ou mais de 215% ao ano. No entanto, ao financiar uma fatura que venceu em 17/09, e foi paga com atraso, acima do mínimo, o banco aplicou juros de 10,86% ao mês, ou 250,41% ao ano. O alterou em muito o saldo devedor, chegando a triplicar o valor do mesmo.

Juros de rotativo até 9,9% a.m., mas Itaucard faz financiamento, sem autorização, cobrando juros acima dos cobrados no rotativo, contrariando a Resolução 4.549/17

Juros de rotativo até 9,9% a.m., mas Itaucard faz financiamento, sem autorização, cobrando juros acima dos cobrados no rotativo, contrariando a Resolução 4.549/17

 

O valor praticado pelo Itaucard está bem acima do que deveria ser cobrado, segundo determina a Resolução 4.549/17. A prática legal e que deve ser mais benéfica ao cliente, seria um percentual abaixo do que o aplicado no rotativo, ou pelo menos, o que o banco informa ao Banco Central, uma taxa de juros de 7,25% ao mês, na mesma data do financiamento para o rotativo regular.

Embora o próprio Itaucard divulga uma taxa de juros para o rotatino normal de cartão de crédito de 7,25% a.m. o banco utiliza um juros muito acima nas cobranças ao cliente, o que gera prejuízos com cobranças de juros absurdos, prejudicando de forma direta o mercado e a economia do país.

Mais danos econômico ao cliente

O Itaucard não para por aí, e causa outros danos ao cliente, o bloqueio do uso do cartão de crédito e o constragimento em compras não autorizadas.

Não satisfeito com a combrança indevida o cleinte entou em contato com a central de atendimento do Itaucard. Fez três ligações ao telefone 3003-3030, que é o número disponibilizado pelo cartão para resoluções de problemas. No entanto, o problema continua e piora a cada dia que passa.

Na primeira ligação, foi solicitado o cancelamento do financiamento que não foi autorizado pelo cleinte. Como resposta, a atendente afirmou que iria fazer um pagamento antecipado das 12 pardelas do financiamento. O que não foi aceito pelo cliente uma vez que o mesmo solicitou o cancelamento de um financiamento que ele não fez.

Para sua surpresa, ao receber a fatura do mês atual para o pagamento, o banco apenas antecipou o pagamento do financiamento não autorizado, e cobr0u juros e IOF não devidos pelo cliente.

A pratica do Itaucard mostrou-se indevida e prejudicial ao cliente, uma vez não houve financiamento. Além do mais, o saldo restante devido da fatura anterior já estava sendo cobrada na nova fatura (17/10) com os juros de mora, a multa e o IOF. Portanto, o Itaucard estava cobrando juros compostos duas vezes. Esta cobrança é ilegal, pois causa mais prejuízo ao cliente e à economia brasileira.

Punição e Constragimento público 

Não satisfeito com a reclamação do cliente, que exigiu seus direitos e a retirada dos juros indevidos, o banco promove uma punião, bloqueando o cartão de crédito para futuras compras. Essa punição ocorre mesmo sem dívidas atrasadas ou financiadas, uma vez que a fatura fora pago no valor total devido, atualizado e corrigido, em outubro.

A identificação do bloqueio ocorreu no momento em que o cliente havia realizado uma compra de gasolina em um posto em Goiânia. O cartão recusou a transação, mesmo a central afirmando que o cliente teria crédito disponível em seu limite. A mensagem mostrada no terminal foi “Transação Não Autorizada”..

O fato ocasionou constrangimento ao cliente, pois era a única forma de pagamento que tinha naquele momento da compra, tendo que deixar objetos de valor para garantir o seu retorno, já que teria que ir à sua casa, pegar dinheiro, voltar e pagar o abastecimento.

No mesmo dia o cliente entrou em contato duas vezes com o Itaucard pelo telefone 3003-3030. A primeira mal foi atendido pela telefonista. Insatisfeito, ele ligou novamente em busca de explicação e solução.

Na segunda ligação, ocorrida às 10h50min, uma outra atendente explicou o que estava ocorrendo, mas disse que o cartão estava bloqueado por ter sido pago o valor total, atualizado, retriando as cobranças indevidas. Porém, o sistema do banco só registrava o pagamento para liberação do cartão se o mesmo fosse pago no valor total anterior, ou seja, incluindo a cobrança dos juros e IOF indevidos.

Entretanto, essa atendente procurou solucionar, pelo menos momentaneamente, o problema do cliente, já que este precisava utilizar o cartão no final de semana. Com isso, afirmou que liberaria o seu uso.

Acreditando na promessa da atendente do Itaucard, o cliente levou seu filho, de 10 anos, para almoçar fora. Para sua surpresa, mais um constrangimento. No momento de pagar a conta, a operadora do cartão o recusou, deixando o clente em situação constrangedora, junto a seu filho, aos caixas e a outros clientes que estavam na fila à espera.

Essa mesma situação se repetiu ao fazer uma compra de dois livros no site da Amazon.com. A transação foi recusada pela operadora do cartão. Os livros seriam utilizados para o planejamento de aula de um curso de pós-graduação, o mesmo está preparando para o dia 11/11. O atraso na entrega deste livro poderá gerar prejuízo, uma vez que os dois tratam dos principais assuntos a serem ensinados aos alunos desta pós.

A prática abusiva na cobrança de juros e taxas indevidas, que causam prejuízos aos clientes e à economia brasileira, são repetitivas, principalmente, porque os bancos, como o Itaú, o Itaucard, acreditam que nunca serão punidos seriamente pela justiça e nem pelos órgãos reguladores e fiscalizadores do governo. A exemplo das liberações e perdões de dívidas com a previdência, impostos e outras multas mais, como as anunciadas nos últimos tempos pelos jornais.

De acordo com o cliente, foram feitas duas reclamações no site do Banco Central, pois somente com essas reclamações, acredita ele, os bancos poderá mudar seu comportamento e minimizar a prática abusiva na cobrança de juros e outras taxas mais.

Matéria publicada em 23/10/2017 – Fotos: Divulgação



Indique esta Matéria para um Amigo Indique esta Matéria para um Amigo

Nenhum comentário Quero comentar!

No comments yet.

Leave a comment

Você precisa fazer o login para publicar um comentário.

Sérgio A. de Oliveira.
Rua 100, Nº 49 Qd. F17 Lt 01- Fone: (62) 98667-5775 / (62) 3255-8184 redacao@cenariotocantins.com.br - Goiânia - Goiás