Mercado prevê inflação menor, mas não é a realidade do Brasil | Cenário do Tocantins, Notícias, Política, Economia, Agronegócio
Palmas-TO 19/10/2019
Mercado prevê inflação menor, mas não é a realidade do Brasil

 

Inflação é manipulada pelo governo. Alta nos preços mostram que a inflação está  acima do divulgado

Inflação é manipulada pelo governo. Alta nos preços mostram que a inflação está acima do divulgado

O mercado financeiro reduziu a projeção para a inflação, atribuíndo um queda de 0,03% no percetual para o fechamento do ano. A inflação é medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e deverá reduzir de 3,09% para 3,06% para este ano.

No entanto, a redução não significa baixa nos preços, pelo contrário, esses continuam aumentando, só que em ritmo menor. Os dados foram divulgados no dia 24 de novembro pelo Banco Central (BC) por meio do boletim Focus.

O IPCA é calculado pela média do custo de vida das famílias que ganham de 1 a 40 salários mínimos, e que estão localizados em apenas 11 regiões metropolitanas do Brasil. Dessa forma o IPCA não retrata a verdadeira inflação vivida pelos brasileira, uma vez que a amplitude da faixa de salários mínimos de 1 a 40 é grande, e o comportamento de consumo desses grupos são diferentes.

Alguns itens entram na composição das cestas básicas, mas que também deve ser questionada, pois impede que a inflação real seja divulgada de forma correta ao cidadão, e o quanto o poder aquisitivo do seu dinheiro diminui mensalmente.

Embora o governo divulgue índices baixos, a percepção que se tem é de que ele tenta manipular informações para anestesiar a população para uma realidade econômica que ainda não existe no país. Pois o que se vê, em várias regiões do Brasil, como Goiás, Tocantins, Pará e outros estados, os preços dos produtos aumentam a cada dia, diminuindo o poder econômico do dinheiro do cidadão.

Alguns dos produtos que têm aumentado consideravelmente é a gasolina e a energia elétrica. No entanto, esses dois itens não entram na composição do IPCA, mas que deveriam entrar. A desculpa é que, como as famílias com rendas entre 1 a 4 salários mínimos não possuem veículos automotivos, então elas não gastam seu dinheiro com gasolina.

No entanto, mesmo que a gasolina não seja consumida diretamente por essa classe, que é a maioria no Brasil, esse produto afeta do a cadeia produtiva e comercial,  uma vez que o transporte é uma das áreas mais caras no país, afentando, assim, os produtos consumidos nesta cesta e, consequente, a inflação para essa faixa da população.

Taxa de juros

O governo tenta controlar a inflação por meio da taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 7,5% ao ano. No entanto, o controle não é real, pois a taxa anual de juros determinada pelo Banco Central não é a mesma praticada pelas instituições financeiras, que utilizam os juros, chegando a mais de 400% ao ano para remunerar os empréstimos e financiamentos concedidos ao cidadão.

Esses empréstimos e financiamentos são serviços prestados pelo banco, e estes deveriam estar incluídos nos cálculos da inflação, principalmente por que faz parte da cesta básica de consumo da maioria dos brasileiros.

Numa tentativa de manipular a economia, o BC estabelece os juros de 7,5% neste ano e preve redução para 7,0% em 2018. Só falta exigir que os bancos e financeiras também acompanhem a Selic e faça redução das taxas de juros praticadas, observando principalmente, as cobranças em excesso, pois um questionamento deve feito por todos os brasileiros: se a taxa de juros oficial, a Selic, é de 7,5% ao ano, por que as financeiras chegam a cobrar até 400% ao ano e o Banco Central e o governo não fazem nada?

Matéria publicada em 27/11/2017 – Atualizada às 10h 45 minutos

Por: Sérgio Oliveira



Indique esta Matéria para um Amigo Indique esta Matéria para um Amigo

Nenhum comentário Quero comentar!

No comments yet.

Leave a comment

Você precisa fazer o login para publicar um comentário.

Sérgio A. de Oliveira.
Rua 100, Nº 49 Qd. F17 Lt 01- Fone: (62) 98667-5775 / (62) 3255-8184 redacao@cenariotocantins.com.br - Goiânia - Goiás