Mulher de Eduardo Cunha pode volta à prisão caso Moro atenda pedido do MPF | Cenário do Tocantins, Notícias, Política, Economia, Agronegócio
Palmas-TO 20/10/2019
Mulher de Eduardo Cunha pode volta à prisão caso Moro atenda pedido do MPF

 

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Liberada da prisão, a mulher do ex-deputado Eduardo Cunha, a jornalista Claudia Cruz, pode voltar para a cadeia, de onde não deveria ter saído, segundo entendimento do Ministério Público Federal (MPF).

Mais uma vez, a força-tarefa da Operação Lava Jato no MPF pediu ao juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, que condene Claudia Cruz pelos crimes lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Os procuradores manifestaram, ainda, pelo entendimento de que a mulher do ex-deputado Eduardo Cunha deve cumprir pena em regime fechado.

De acordo com as investigações e o pedido do PMF, Claudia Cruz cometeu três vezes o crime de lavagem de dinheiro e cinco vezes o crime de evasão de divisas, uma vez que, mesmo sabendo, a mulher de Cunha utilizava dinheiro de origem ilícita para comprar artigos de luxo e pagar despesas no exterior.

O MPF aponta, ainda, que além de utilizar o dinheiro para comprar artigos de luxo e pagar suas viagens ao exterior, Cláudia teria mantido uma conta off-shore na Suíça, chamada Köpec, com recursos não declarados à Receita Federal.

Os procuradores também contestaram o padrão de consumo mantido pela família do ex-presidente da Câmara dos Deputados. “As despesas de cartão de crédito no exterior no montante superior a US$ 1 milhão no prazo de sete anos pagas por Claudia Cruz foram totalmente incompatíveis com a renda e o patrimônio declarado de Eduardo Cunha”.

Segundo o documento, a família de Cunha e Cláudia viajou nove vezes ao exterior entre 2013 e 2015, gerando uma despesa que ultrapassa US$ 525 mil.

O MPF pede, também, que seja fixado o valor de US$ 1.061.650 a ser pago por Claudia para reparar os danos materiais e morais causados pelas condutas da ré.

Respondem ao mesmo processo o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Jorge Zelada, o empresário Idalécio Oliveira e o lobista João Henriques. A força-tarefa também pediu a condenação dos três, com pena inicial em regime fechado.

(Com informações Agência Brasil/Foto: Divulgação)
Matéria publicada em 20/04/2017


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