PF desarticula esquema de pirâmide financeira no Tocantins. Entenda o golpe | Cenário do Tocantins, Notícias, Política, Economia, Agronegócio
Palmas-TO 19/10/2019
PF desarticula esquema de pirâmide financeira no Tocantins. Entenda o golpe

 

PF-Tocantins

A Polícia Federal desencadeou na manhã de hoje (11) a Operação Queops, com o objetivo de reprimir associação criminosa que praticava crimes contra o sistema financeiro, contra a economia popular, contra a ordem tributária, e de estelionato, entre outros, através da operação de uma verdadeira pirâmide financeira. Cerca de 40 policiais federais participam da ação na capital tocantinense.

Durante as investigações comprovou-se que determinada empresa tinha como atividade principal a captação de recursos financeiros de terceiros, sem autorização legal, atraindo investidores sob a promessa de “ganhar dinheiro fácil”.

A investigação também apontou que essa empresa teria captado cerca de R$ 226 milhões, somente entre os meses de dezembro de 2015 e abril de 2016, prometendo ganhos de até 200 % dos investimentos, trazendo grande prejuízo à maioria dos investidores, pela insustentabilidade do negócio em cumprir com a promessa de retorno para todos os investidores.

Após representação da PF, a Justiça Federal decretou 11 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de condução coercitiva e 1 mandado de prisão preventiva.

A PF esclarece que cuida apenas da Investigação dos crimes relacionados, e que eventual reparação de danos às pessoas que sofreram prejuízos com a empresa caberá à Justiça.

Entenda como funciona o golpe da pirâmide financeira

Pirâmide financeira ou esquema em pirâmide é um modelo comercial que depende basicamente do recrutamento de outras pessoas em níveis insustentáveis. Eles existem há pelo menos um século e atualmente podem estar mascarados com o nome de marketing de rede ou multinível. O marketing de rede opera dentro da legalidade e se confunde muito com a pirâmide.

Reais_notas1

Segundo o Ministério da Fazenda, o Brasil proíbe qualquer tipo de negócios em pirâmide. A a lei 1.521 de 1951 aponta que é crime contra a economia popular, com possível punição de 6 meses a 2 anos de detenção, “obter ou tentar obter ganhos ilícitos em detrimento do povo ou de número indeterminado de pessoas mediante especulações ou processos fraudulentos (“bola de neve”, “cadeias”, “pichardismo” e quaisquer outros equivalentes)”.

Uma pessoa pode identificar que está diante de um golpe quando o indivíduo faz um único pagamento e recebe, a partir de então, a promessa de retornos exponenciais. Na maioria dos casos, somente o idealizador do golpe ou poucas pessoas ganham com a manobra financeira. Quem fica na pior situação são aquelas pessoas na base da pirâmide, que entraram no plano, mas não são capazes de recrutar outros seguidores.

(Fonte: Conexão Tocantins e Agência Brasil/Foto: Divulgação)



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