PMDB e PSDB, juntos, receberam mais de R$ 1,028 bilhões da Odebrecht | Cenário do Tocantins, Notícias, Política, Economia, Agronegócio
Palmas-TO 12/12/2018
PMDB e PSDB, juntos, receberam mais de R$ 1,028 bilhões da Odebrecht

 

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Dois partidos políticos são os mais citados nas delações dos ex-executivos da Odebrecht, o PMDB com 14 nomes e o PSDB, com 11 nomes. Juntos são 25 nomes. Juntos receberam mais de R$ 1.028.730.000,00 em repasses da empresa. A quase totalidade foi para caixa dois, segundo delações de ex-executivos da empreiteira.

Depois vem o PT com 9 nomes, o DEM, PSD e PP com 4 políticos, cada um. Desses, a maioria está relacionado ao repasse de dinheiro de forma ilegal, para financiar caixa dois das campanhas.

Só os políticos do PMDB , em sua maioria ligado aos diretórios de São Paulo e da Bahia, foram 424 citações. O campeão de vezes foi o senador Romero Jucá, que aparece em 105 citações dos delatores. O assunto sempre o mesmo, pedido de dinheiro. Jucá chegou a receber o montante de R$ 24,98 milhões. Depois dele, o nome mais citado nas delações é do ex-ministro, Gedel Vieira (PMDB-BA), que foi citado 67 vezes. No entanto, segundo demonstrativo da Folha de São Paulo, Gedel recebeu R$ 5,88 milhões.

O atual presidente, Michel Temer (PMDB-SP) esteve presente em 43 citações e chegou a receber da Odebrecht a quantia de R$ 10 milhões. Eduardo Cunha, também de São Paulo, foi citado 35 vezes e recebeu R$ 16,1 milhões como recursos para caixa dois de campanha.

Embora o senador Renan Calheiros tenha sido citado 60 vezes, 25 a mais do que o ex-deputado preso, Eduardo Cunha, Renan recebeu R$ 6,02 milhões de repasse da Odebrecht, R$ 10 milhões a menso do que Eduardo Cunha.

Já no PSDB, os nomes mais citados foram dos dos deputados e senadores baianos. Mas nenhum chegou perto do número de citações dos caciques do PMDB. O senador Aécio Neves (PSDB-MG), por exemplo, foi citado somente três vezes. No entanto, o valor repassado pela Odebrecht para ele foi de R$ 15 milhões, relata a Folha de S. Paulo.

Mas, o campeão de arrecadação mesmo é o senador José Serra (PSDB-SP), que obteve o valor de R$ 23 milhões de repasse da empreiteira. De acordo com a Folha, dois delatores da Odebrecht afirmaram ter pago o montante para o caixa dois da campanha de Serra em 2010, que foram depositados em contas na Suíça.

Serra foi citado por Pedro Novis, presidente do conglomerado de 2002 a 2009 e atual membro do conselho administrativo da holding Odebrecht S.A, e o ex-diretor Carlos Armando Paschoal, que atuava no contato junto a políticos de São Paulo.

Já o governador Geraldo Alkimin (PSDB-SP) foi citado na delação de Carlos Armando Paschoal, ex-diretor da Odebrecht em São Paulo e um dos responsáveis por negociar doações eleitorais para políticos. Segundo Carlos Aramando, a empresa realizou pagamento de caixa dois, em dinheiro vivo, para as campanhas de 2010 e 2014 de Alkimin.

Do PT, o destaque de citações e volume de doações vem para o nome do ex-governador da Bahia, Jacques Wagner, citado 37 vezes e foi acusado de ter recebido R$ 37 milhões. Depois vem o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT-SP), com R$ 7,6 milhões, Tião Viana (PT-AC), com R$ 2 milhões e Marco Maia (PT-TS), que recebeu R$ 1,35 milhões, segundo informa a Folha de São Paulo.

(Foto: Divulgação)

Matéria publicada em 24/03/2017



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