Palmas-TO 21/07/2018
Preso pela PF, João Rodrigues tentou ir para o Paraguai. Fuga?
Deputado federal João Rodrigues (PSD-SC)

Deputado federal João Rodrigues (PSD-SC)

A Polícia Federal prendeu na manhã de hoje (8) o deputado federal João Rodrigues (PSD-SC), condenado pela segunda instância da Justiça Federal a cinco anos e três meses por dispensa irregular de licitação, quando ocupou o cargo de prefeito de Pinhalzinho (SC). A prisão ocorreu no Aeroporto internacional de Guarulhos.

A PF informou que o deputado, que estava nos Estados Unidos, modificou sua passagem aérea, alterando o destino final do Brasil para o Paraguai. Os investigadores brasileiros contaram com a ajuda de colegas norte-americanos e paraguaios na ação.

O prazo dado para execução da pena prescreveria na próxima segunda-feira (12). De acordo com a polícia, “com receio” de que isso ocorresse, o fato foi comunicado ao ministro Alexandre de Moraes, presidente da Primeira Turma do STF, que autorizou a inclusão do nome do parlamentar no banco de dados da Interpol.

Assim, o deputado foi impedido de entrar no Paraguai. As autoridades, então, o embarcaram, em Assunção, em um “voo rumo a Guarulhos, onde foi preso”, disse a PF em nota.

Em vídeo publicado na manhã desta quinta-feira em seu perfil no Facebook, Rodrigues negou que estivesse fugindo para evitar a prisão “Mudamos a passagem para vir por Assunção. Por que mudamos? Porque eu queria evitar o constrangimento para minha família”, disse.

O parlamentar disse ainda que, após desembarcar no Paraguai, pretendia voltar ao Brasil indo de carro até Chapecó (SC), cidade a cerca de 800 quilômetros da capital paraguaia, para, na sexta-feira (9), se apresentar à Polícia Federal. “A Justiça é para todos. Ela precisa ser cumprida”, declarou.

Condenação

O parlamentar havia sido condenado pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) a cinco anos e três meses de prisão em regime semiaberto por crimes da Lei de Responsabilidade Fiscal e da Lei de Licitações enquanto era prefeito do  município de Pinhalzinho (SC). A defesa do deputado nega as irregularidades atribuídas a ele pelo MPF (Ministério Público Federal).

Ele aguardava a ordem de execução de sua pena em liberdade por meio de recursos judiciais. Em dezembro de 2017, a PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu que a pena de Rodrigues fosse executada imediatamente sob risco de prescrição.

Comunicado da Assessoria

Em comunicado, a assessoria de imprensa do parlamentar diz que ele “se sente magoado em razão de uma condenação extremamente injusta, mas ao mesmo tempo está aliviado”.

“Há 20 anos sofro com esse processo. Esperava que o desfecho fosse outro, mas infelizmente por razões que não entendo, vou cumprir a pena, aguardando uma modificação nesta determinação judicial”, disse o deputado segundo a nota.

(Agência Brasil/ Uol Notícia/Foto: Vanessa Martins/ G1)

Matéria publicada em 08/02/2018



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