PSDB perde credibilidade com seus filiados. Tudo pelo poder | Cenário do Tocantins, Notícias, Política, Economia, Agronegócio
Palmas-TO 19/10/2019
PSDB perde credibilidade com seus filiados. Tudo pelo poder

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Postura dos principais caciques do PSDB deixa maioria do seu eleitorado contrariado com o partido. Até mesmo os simpatizantes do tucanato vêm na decisão de permanecer na base do governo Michel Temer como uma manobra para negociatas e tentativa de livrar a cara dos senadores Aécio Neves e José Serra do processo que correm contra eles na Operação Lava jato, principalmente depois das delações da Odebrecht e de Joesley Batista, um dos donos da JBS.

A notícia dada na noite desta segunda-feira, 12, pelo presidente nacional interino do PSDB,  senador Tasso Jereissati (CE), de que o partido segue na base de apoio ao governo Michel Temer, deixou muitos brasileiros contrariados com a postura dos tucantos. Em conversa com alguns peessedebistas, e até mesmo as opiniões de radialistas de grupos de redes de comunicação que apoiavam o PSDB, o pensamento é de que o partido quer estar no poder pelo poder, e que a decisão foi para garantir cargos e livrar a cara de Aécio Neves e de Serra dos processos.

Até mesmo membros do PSDB disseram não acreditar na decisão tomada pelos principais líderes do tucanato. Contrariado e desacoçoado pela falta de ética do PSDB, o advogado Michel Reale Jr., o mesmo que pediu o impeachmant da ex-presidente Dilma Rousseff, anunciou que deixará o PSDB e disse que o partido será enterrado.

Para piorar a situação do partido e levá-lo ao descredito total, inclusive entre seus partidários, o presidente interino afirmou ao site de notícias Agência Brasil que não houve deliberação do partido sobre a permanência no governo, mas que a decisão foi tomada por alguns dos principais membros do PSDB, restringindo a ele o presidente interino, os governadores de São Paulo, Geraldo Alkiming, e de Goiás, Marconi Perilo, o prefeito de São Paulo, Jorge Dória e uns poucos mais como Aécio Neves e José Serra.

“O partido tem divergências. O partido não tem dono, nem é autoritário. Quem é mais velho lembra que ja tivemos crise e no momento exato seguiremos unidos”, disse.

Vale lemgrar que a maioria dos “principais líderes do PSDB”, que decidiaram pela permanência da base de Temer, são denunciados na Lava Jato ou em outros esquemas de corrupção, caso do governador de Goiás, Marconi Perilo, que é denunciado tanto nas delações da Odebrecht quanto em outras investigações, como a que envolve o bicheiro Carlinhos Cachoeira e a Construtora Delta.

TSE

Embora divulgaram que o partido continuará na base governista, as falas se contradizem, uma vez que Jereissati afirmou que o PSDB irá recorrer da da decisão do TSE sobre o julgamento da chapa Dilma-Temer.

O  presidente nacional interino do PSDB, Jereissati,  defendeu que o partido recorra da decisão e disse mais ainda. As contradições entre as falas e os atos evidenciam a falta de seriedade e compromisso do PSDB com o Brasil e os brasileiros.

“Eu, como presidente, penso que devemos recorrer. Vamos continuar no governo Temer, sem deixar de lado as nossas convicções. E eu estou convicto de que houve corrupção na eleição de 2014”.

Perguntado se essa posição não seria incoerente, o tucano reconheceu que sim, mas que prefere seguir suas convicções.

“Com certeza há uma incoerência nisso, mas foi a história que nos impôs. Esse não é o meu governo, nem o governo dos meus sonhos. Não votei nele [Temer] nem nela [Dilma]. Estamos juntos para dar a estabilidade que o país precisa. Estaria mais confortável com alguém do PSDB [na Presidência]”.

Sobre uma eventual denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer, Jereissati disse que o partido não fechará questão e os deputados ficarão livres para votar ( a Câmara é quem decide se autoriza a abertura do processo de investigação contra o presidente).

“Vai ser uma decisão da Câmara e cada deputado vai votar da maneira que quiser. Não existe nada de fechar questão em relação a isso. A bancada tem opiniões diferente, vai ser um voto de consciência e não uma decisão partidário. Se tiver um acontecimento muito grave, a opinião vai ser diferente e vamos chamar a bancada e conversar sobre isso”, disse. (Com informação da Agência Brasil/Foto: André Dusek)

Matéria publicada em 13/06/2017



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