Rocha Loure deposita os R$ 35 mil faltantes da mala da JBS em juízo | Cenário do Tocantins, Notícias, Política, Economia, Agronegócio
Palmas-TO 19/10/2019
Rocha Loure deposita os R$ 35 mil faltantes da mala da JBS em juízo
Rodrigo Rocha Loures e Michel Temer, juntos na "operação JBS"

Rodrigo Rocha Loures e Michel Temer, juntos na “operação JBS”

O deputado federal afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB), braço direito do presidente Michel Temer (PMDB) nas negociatas com a JBS, deposita em juízo os R$ 35 que faltavam da mala que recebera da JBS.

A mala continha R$ 500 que deveria ser levado para atender negociatas de Michel Temer. No entanto, ao devolvê-la para a Polícia Federal, R$ 35 mil havia desaparecido, restando só o montante de R$ 465 mil.

O depósito judicial dos R$ 35 mil faltantes foi comunicado ao Supremo Tribunal Federal (STF). A informações foi repessada pelos advogados que defendem o deputado,

Os advogados de Loures informaram ao ministro Edson Fachin, relator da investigação no Supremo, que seu cliente depositou na quinta-feira (25), os R$ 35 mil faltantes em conta da Caixa Econômica destinada à guarda judicial do valor.

Ex-assessor do presidente Michel Temer (PMDB), Rocha Loures foi acusado por Joesley Batista, um dos donos da JBS, de ter recebido os R$ 500 mil de propina.

Operação da Polícia Federal deflagrada a partir da delação premiada de Joesley gravou, em vídeo, o Rocha Loures recebendo a mala com R$ 500 mil entregue por um executivo da JBS.

Segundo Joesley, Rocha Loures foi indicado por Temer como pessoa de confiança do governo com a qual o empresário poderia tratar de questões de interesse da empresa.

A mala na qual foi entregue o dinheiro a Rocha Loures foi entregue à Justiça na última segunda-feira (22), mas, segundo informou a Polícia Federal, nela havia apenas R$ 465 mil em espécie.

Temer tem negado ter participado ou ter conhecimento de práticas ilegais. Os advogados do presidente dizem que ele tem pressa na tramitação do inquérito para que o caso seja esclarecido.

Temer passou a ser investigado em inquérito no STF por decisão do ministro Fachin, que aceitou o pedido de abertura da investigação feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

Também são investigados nesse inquérito o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e Rocha Loures, ambos afastados do mandato.

A PGR disse ver indícios do recebimento de propina paga pela JBS e da tentativa de interferir em investigações.

Além disso, a partir da gravação da conversa entre Joesley e Temer, a Procuradoria afirmou acreditar que o presidente deu aval para que o empresário comprasse o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso e condenado no curso da Operação Lava Jato. (Com informações da Folha S. Paulo/Foto: Divulgação)

Matéria publicada em 26/05/2017



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