Rossine doou R$ 3 mi ao PSDB após governador ser eleito e é sócio de Gaguim | Cenário do Tocantins, Notícias, Política, Economia, Agronegócio
Palmas-TO 19/10/2019
Rossine doou R$ 3 mi ao PSDB após governador ser eleito e é sócio de Gaguim

Rossine fez doações de R$ 3 mi ao Comitê do PSDB após Siqueira ter sido eleito em 2010.

Mais um nome surgiu na útlima semana descoberto nas gravações feitas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlos. Desta vez está envolvido no empresário e agropecuarista Rossine Aires Guimarães, 48 anos, que tem negócios em Goiás e no Tocantins. Duas de suas empresas, prestam serviços aos governos do estado.

Conhecido no meio político apenas como Rossine, o empresário teve o seu nome ligado ao de Carlinhos Cachoeira através do nome de suas empresas, a CRT (Construtora Rio Tocantins) e a Ideal Segurança, citadas nas escutas telefônicas como parte do esquema que dava sustentação às atividades ilícitas do grupo de Carlos Cachoeira, preso no dia 29, quando a PF cumpriu os mandados da Operação Monte Carlo. As escutas foram feitas pela PF com autorização judicial.
A CRT – que teve o nome fantasia alterado de Construtora Vale do Lontra para Construtora Rio Tocantins – tem pelo menos seis contratos com o governo do Tocantins, celebrados nos governos Marcelo Miranda (de 2002 a 2009) e Carlos Gaguim (2009 a 2010), ambos ex-governadores do PMDB.
Os contratos receberam pagamentos nos governos anteriores e um deles, o que tem como objeto a pavimentação da estrada que liga Guaraí ao Povoado Beira do Rio, é objeto de pagamentos no governo atual, do governador Siqueira Campos (PSDB).

Negócios sob suspeita

Os negócios do empresário Rossine Guimarães ganharam destaque nos jornais de Goiás e portais de notícias desde ontem, 10, quando seu nome foi identificado nas inúmeras conversas gravadas, e seus dados foram cruzados com as doações de campanha feitas em 2010 a candidatos em Goiás e Tocantins.

Para o Comitê Central do PSDB, do governador Marconi Perillo(PSDB) de Goiás, Rossine fez uma doação de R$ 800 mil, em duas etapas: a primeira durante a eleição, de R$ 500 mil, e a segunda, extemporânea – conforme a legislação permite – no valor de R$ 300 mil.

No Tocantins as doações durante o período eleitoral foram feitas através de pessoa física ao ex-governador Carlos Gaguim, de quem Rossine é sócio na BPR Empreendimentos Imobiliários, no valor de R$500 mil. Após a derrota nas eleições, do grupo que apoiou, o empresário procurou o Comitê Central do PSDB e fez uma doação na condição de pessoa física no valor de R$ 3 milhões.

A empresa CRT, que detém os contratos de obras com o Estado, doou R$ 712 mil, assim distribuídos: R$ 500 mil para Carlos Gaguim, R$ 162 mil para o candidato ao Senado Marcelo Miranda, e R$ 50 mil para o candidato a deputado federal Júnior coimbra(PMDB).

Sócio de Gaguim a Cachoeira

O empresário é apontado em reportagem do jornal “O Popular” como sócio do ex-governador Carlos Gaguim na BPR Empreendimentos Imobiliários. Sócio de Carlos Cachoeira, do ex-diretor da Delta, Cláudio Abreu e de Edson Coelho na Ideal Segurança. E finalmente proprietário de 82% das ações da CRT, antiga Construtora Vale do Lontra, através da qual recebeu R$ 234, 444 milhões nos últimos quatro anos, de contratos com o governo do Estado.

Deste total, Marcelo Miranda pagou por obras executadas e medidas, R$ 74 milhões, 722 mil e 64 reais, entre 2008 e 2009.

Carlos Gaguim, por sua vez, no período de um ano e três meses de governo autorizou pagamentos no total de R$ 142 milhões, 154 mil e 733 reais ao sócio Rossine.

No governo Siqueira Campos, que completou 15 meses de gestão em março último, o empresário recebeu por medições feitas a quantia de R$ 19, 1 milhões.

Buscando contato

A redação do Cenário do Tocantins entrou em contato com o ex-governador Carlos Gaguim(PMDB), autor do maior volume de pagamentos à construtora de Rossine, e sócio do empresário num de seus empreendimentos, mas não obteve sucesso. Uma mensagem foi deixada em seu celular, e o espaço permanece aberto para que ele se manifeste.

O empresário Rossine Guimarães foi procurado através de pessoas ligadas a ele, mas a informação é de que ele permanece numa propriedade rural fora do Estado e estaria incomunicável.

Fonte: Roberta Tum



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Sérgio A. de Oliveira.
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