Palmas-TO 14/08/2018
Selic deve ficar em 6,5% mas bancos cobram até 1000% de juros a.a.

Mais uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) deve definir se os juros da Taxa Selic irá ou não aumentar. No entanto, a expectativa é pela manuntenção da taxa Selic em 6,5%.

Percentual-Juros-Selix

O Banco Central (BC) fez consulta às instituições financeiras para avaliar o percentual da Selic para este mês e a expectativa é de que os juros atuais, 6,5%, continuem.

Em suas duas últimas reuniões, o Copom optou por manter a taxa em 6,5%, depois de promover um ciclo de cortes que levou ao menor nível histórico. Para o mercado financeiro, não deve haver alteração na Selic até o fim deste ano. Em 2019, a taxa deve subir e encerrar o período em 8% ao ano.

No entanto, embora o juros da Selic seja de 6,5% ao ano, os bancos cobram bem mais do que a taxa legal determinada belo BC. De acordo com informações do BC, percebe-se uma variação estarrecedora das taxas de juros cobras para a modalidade de crédito pessoal não consignado, variando entre 17,48% a.a. até 1.738,94% a.a, é o caso da instituião financeira JBCRED S.A. SCFI, segundo BC.

Justificativa para juros altos

De acordo com o governo, as instituições financeiras e alguns economiasta, a Selic é o principal instrumento do BC para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Contudo, esse controle traz limitações e encarece ainda mais o custo de vida do cidadão.

Segundo o discurso da equipe econômica, quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.

A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Em 2018, o centro da meta de inflação é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a previsão é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para 2020, a meta é 4% e, para 2021, é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

A estimativa de instituições financeiras para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, a inflação oficial do país) este ano permanece em 4,11%. Para 2019, a projeção segue em 4,10. Também não houve alteração na estimativa para 2020 e 2021, que é 4%.

Embora o governo justifica juros altos para controlar a inflação, a partir do controle do consumo, o mesmo acaba gerando diversos prejuízos à economia, já que ao diminuir o consumo, gera o desemprego, pois a tendência é que as empresas demitam para manter suas margens de lucro. Além disso, os bancos ganham mais com juros altos e taxas abusivas, uma vez que mais brasileiros contraem empréstimos e financiamentos para pagar contas. (Com informações da EBC e BC/Foto: Divulgação)

Publicadao em 30/07/2018



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Sérgio A. de Oliveira.
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