Sérgio Moro libera Zé Dirceu, que utilizará tornozeleira eletrônica | Cenário do Tocantins, Notícias, Política, Economia, Agronegócio
Palmas-TO 20/04/2019
Sérgio Moro libera Zé Dirceu, que utilizará tornozeleira eletrônica

 

José-Dirceu

Mais um envolvido no esquema de corrupção que assola o país deve deixar o presídio nos próximos dias. Dessa vez é o ex-ministro da Casa Civil durante o governo Lula, José Dirceu, que irá para casa. Zé Dirceu usará tornozeleira eletrônica e naõ deverá deixar a cidade onde reside, Vinhedo, no interior de São Paulo.

A decisão foi dada hoje (03) pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, que tomou a medida um dia após a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)  revogar prisão preventiva de Dirceu na Operação Lava Jato.

“A prudência recomenda então a sua submissão à vigilância eletrônica e que tenha seus deslocamentos controlados”, completou o juiz, que havia decretado a prisão preventiva do ex-ministro.

No entanto, além das tornozeleiras, o juiz adotou outras medidas condicionando a saíde do ex-ministro da casa civil que foi acusado e condenado a 32 anos de prisão em outros processos, como o Mensalão.

 

José Dirceu também não poderá deixar o país e terá de entregar seus passaportes brasileiros e estrangeiros à Justiça. Moro também o proibiu de se comunicar com outros acusados e testemunhas nas ações penais a que responde, com exceção das testemunhas de defesa arroladas pela defesa do ex-ministro.

O juiz federal não exigiu pagamento de fiança para que Dirceu deixe a prisão por entender que já há ação de sequestro de bens proposta contra ele.

A prisão domiciliar também foi descartada por Moro porque, segundo ele, não cabe esse tipo de prisão neste processo.

José Dirceu está preso no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba, desde agosto de 2015.

Em maio do ano passado, Dirceu foi condenado a 23 anos de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Na sentença, Moro decidiu manter a prisão preventiva.

Posteriormente, o ex-ministro da Casa Civil teve a pena reduzida para 20 anos e 10 meses. Ele foi acusado de receber mais de R$ 48 milhões por meio de serviços de consultoria, valores que seriam oriundos de propina proveniente de esquema na Petrobras, de acordo com os procuradores da Lava Jato.

Na manhã de ontem (2), o Ministério Público Federal (MPF) ofereceu nova denúncia contra o ex-ministro José Dirceu pelo suposto recebimento de propina de empreiteiras entre 2011 e 2014. (Com informações da Agência Brasil/Foto: Divulgação)

Matéria publicada em 03/05/2017



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