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Palmas-TO 20/10/2019
Temer e aliados pedem abstenção de votos e faz ameaça velada
Líder do governo faz ameaças veladas aos parlamentares que votarem a favor do processo que incrimina Temer por corrupção

Líder do governo faz ameaças veladas aos parlamentares que votarem a favor do processo que incrimina Temer por corrupção

Para se manter no poder a todo o custo, o presidente Michel Temer começou a estimular a presença até de deputados contrários a ele na Câmara dos Deputados visando garantir quorum para a votação de sua denúncia nesta quarta-feira (2). A tentativa, porém, não é apenas finalizar para finalizar a questão.

O que tem por trás da ação de Temer é que durante o recesso parlamentar ele teceu várias negociações com deputados e com isso acredita que terá o número necessário de votos que barrará a continuidade do processo que o denuncia por corrupção, impedimento da justiça e recebimento de propina,

O governo já está certo de que não haverá 342 votos para dar seguimento ao processo por corrupção. Com isso,  o Palácio do Planalto passou a pedir parlamentares contrários ao presidente para que compareçam para completar o quorum.

A artimanha é tanta que os líderes governistas na Câmara pediram a deputados que ameaçavam se ausentar que também marquem presença e declarem abstenção na hora de pronunciar seus votos no microfone –o que conta para o quorum.

Com essa articulação, Temer tenta colocar entre 290 e 300 deputados no plenário –mesmo que nem todos sejam seus apoiadores– e constranger a oposição a também marcar presença, chegando ao número mínimo para que a denúncia seja votada.

Se a estratégia não for bem-sucedida, deputados governistas pretendem culpar o PT e outros partidos pelo fracasso da votação, alegando que eles contribuem para ampliar a instabilidade no país.

Apesar de adotar uma posição mais flexível, o Planalto ainda tenta construir um placar de 257 votos a favor do presidente –o que representa metade do plenário.

Os deputados que votarem com Temer serão recompensados em uma recomposição da base aliada, numa forte demonstração que o que vale não é a justiça no país, mas os interesses individuais e saciar a sede de poder que tem devastado o Brasil nos últimos tempos.

Em conversas recentes, o presidente deu novos sinais de que pretende redistribuir os espaços do governo para dar mais poder àqueles que reforçarem sua defesa, o que demostra que o Temer está mais preocupado em fazer negociatas e garantir sua permanência no governo, não dando a mínima aos interesses dos cidadãos e eleitores brasileiros.

“Quem está verdadeiramente com o presidente deve votar contra a denúncia”, diz o líder do governo no Congresso, André Moura (PSC-SE), como uma ameaça para intimidar os deputados que precisam da liberação de emendas parlamentares e de recursos para seus estados. André Moura é réu em um processo que tramita no STF por tentativa de homicídio.

Para chegar a um placar mais robusto, Temer vai tentar conquistar votos em dois partidos em que cresceu a oposição ao governo: PSB e PSDB. O objetivo é obter metade do apoio em cada uma dessas bancadas.

Entre os tucanos, 20 dos 46 declararam à Folha que votarão contra Temer. Sete serão favoráveis ao presidente e 19 não se pronunciaram. No PSB, 20 parlamentares disseram votar a favor da denúncia. Outros sete são contrários e 19 não declaram voto.

OPOSIÇÃO

A oposição ameaçava não marcar presença no plenário, para tentar inviabilizar a votação, mas não houve consenso entre os partidos. Para tentar unificar a atuação, líderes oposicionistas marcaram reunião para esta terça (1º).

Segundo Alessandro Molon (Rede-RJ), a estratégia da legenda é que a votação se dê na própria quarta. “Queremos que a votação seja no fim do dia, quando mais pessoas já estão em casa e podem ver como votará seu parlamentar.”

Já o PSOL prega que a votação seja adiada até o recebimento de uma segunda denúncia contra Temer. (Com informações da Folha de S. Paulo/Foto: Divuglação)

Matéria publicada em 01/08/2017



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