Temer e Meirelles querem privatizar a CEF a todo custo | Cenário do Tocantins, Notícias, Política, Economia, Agronegócio
Palmas-TO 19/10/2019
Temer e Meirelles querem privatizar a CEF a todo custo
Caminho mais fácil: Privatizar. Decisões mostram incompetência para gerir a economia do Brasil

Caminho mais fácil: Privatizar. Decisões mostram incompetência para gerir a economia do Brasil

O presidente Michel Temer (PMDB) e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, querem privatizar a Caixa Econômica Federal. Além da CEF, também serão privatizados a Eletrobras, Infraero. a Casa da Moeda, entre outras.

Temer e Meirelles apresentam como desculpa o fato de que a privatização poderá trazer recursos para que o governo saia da crise financeira gerado pela incompetência e ingerência do próprio governo, além dos desvios de dinheiro em superfaturamento de contratos e outras concessões que dilapidam o erário público dia após dia.

A informação foi publicada pelo portal especializado em economia, Relatório Reservado, que é publicade como newsletter diária encaminhada a agentes do mercado financeiro.

 

De acordo com o jornal “jornal digital”, que é voltado para o mundo empresarial, “a responsabilidade pelo destino da privatização está nas mãos do presidente da Caixa, Gilberto Occhi”, que é indicação do Partido Progressista (PP), que pertence à base de apoio de Temer no Senado e também na Câmara dos Deputados.

Embora a notícia do anúncio da privatização tenha sido divulgada, não ficou claro na matéria se a CEF seria vendida em sua totalidade ou apenas uma parte.

A privatização da Caixa Econômica Federal não alegra os trabalhadores do setor e nem mesmo alguns entrevistados que afirmaram não concordarem com a privatização do banco. Principalmente, pelo fato de que a CEF é um dos poucos bancos públicos que possuem créditos com tarifas de serviços e juros mais baixos, principalmente relacionado ao financiamento imobiliário. Com a privatização essas tarifas de serviços e taxas juros não serão mais praticados, gerando prejuízo para a maioria dos brasileiros.

Uma das pessoas que reclama sobre a privatização é a presidenta do Sindicato dos Bancários e Finaicários  de São Paulo, Osasco e Região (SBFSPOR), Ivone Silva, que afirmou no site da instituição que o brasileiro não pode permitir que Michel Temer e Henrique Meirelles privatizem a CEF.

“Não podemos aceitar a possibilidade de uma nova onda de privatizações, isso não trará nenhum benefício para o Brasil e a população”, destaca Ivone Silva.

A privatização está sendo considera com um “Negócio das Arábias”, uma vez que o banco tem bons resultados e um patrimônio líquido de R$ 63,6 bilhões e ativos totais na ordem de R$ 1,277 trilhão. No primeiro semestre deste ano, a CEF teve um lucro líquido de R$ 4,073 bilhões, segundo o Banco Central.

O resultado do primeiro semestre é bem superior ao lucro de R$ 2,4 bilhões nos seis primeiros meses do ano passado. Já no primeiro trimestre deste ano, a Caixa havia informado um lucro líquido 81,8% maior em relação ao mesmo período do ano passado, de R$ 1,488 bilhão.

A CEF tem cerca de 80 milhões de clientes e 95 mil funcionários. O Grupo Caixa conta com duas subsidiárias: a Caixa Participações e a Caixa Seguridade.

Além da liderança absoluta na concessão de crédito habitacional no país, a Caixa é responsável pelo pagamento de bilhões de reais em benefícios e programas sociais aos brasileiros – só em 2016 foram pagos R$ 242,1 bilhões. Mais de 355 mil cidadãos recebem no banco o programa Minha Casa Minha Vida, num total de R$ 41,4 bilhões pagos.

Outras soluções

O problema para aumentar a arrecadação não deve ficar restrito apenas às privatizações propostas pelo governo. Há outras soluções, conforme mostra o site do SBFSPOR aponta.

Algumas, já discutidas amplamente por parte da sociedade brasileira e políticos é o uso da  taxação sobre grandes fortunas, que estão contradas nas mãos de poucas pessoas. Além de não recolherem impostos devidos, como os demais, usufruem de vários outros benefícios.

Outra solução é a realização de uma reforma tributária que arrecade mais de quem ganha mais.

Mais um ponto polêmico está relacionado aos bancos, principalmente os privados. O governo tem sido negligente na cobrança das dívidas de bancos como Itaú, Santander, Bradesco e outros mais, além de grandes empresas que devem à União.

Matéria publicada em 10/10/2017



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