Remakes que superaram os originais existem, mas dizer que um filme é melhor que o outro depende do critério: prêmios, influência, bilheteria ou simples gosto. Os cinco títulos abaixo costumam aparecer nessa discussão porque a nova versão ampliou a história, trouxe outra linguagem ou chegou a um público maior.
É uma lista de opinião, e o original pode ser o seu favorito. O objetivo é mostrar por que cada caso funcionou e o que mudou de uma versão para a outra.
Como comparar um remake com o original
Antes de escolher um lado, ajuda definir o que está sendo medido. Quatro pontos resolvem a maior parte das discussões:
- Roteiro: a nova versão adapta a história ou só copia cena por cena?
- Técnica: efeitos, fotografia e som aproveitam recursos que o original não tinha?
- Contexto: o remake dialoga com a época e o lugar em que foi feito?
- Recepção: prêmios, crítica e a memória do público ao longo dos anos.
Lembre também que muitos originais eram limitados pelo orçamento ou pela tecnologia da época. Isso pesa na comparação, mas não decide sozinho.

Os cinco casos
Os Infiltrados (2006)
O filme de Martin Scororsese é um remake do thriller de Hong Kong Infernal Affairs, de 2002. A versão americana mudou o cenário para Boston, ampliou o elenco e alongou a trama. Ganhou o Oscar de melhor filme e o de melhor direção, o que reforça o argumento de quem o prefere.
Scarface (1983)
O original é de 1932 e acompanha um gângster em Chicago. A versão dirigida por Brian De Palma, com roteiro de Oliver Stone, levou a história para Miami e para um imigrante cubano. O filme ficou maior que o antecessor em influência popular e é citado até hoje na cultura pop.
O Enigma de Outro Mundo (1982)
John Carpenter refez um filme de ficção científica de 1951 e se aproximou mais do conto que inspirou os dois. Os efeitos práticos e o clima de paranoia chamam atenção até hoje. A recepção inicial foi fria, mas a reavaliação posterior colocou o filme entre os grandes do terror.

A Mosca (1986)
David Cronenberg partiu de um filme de 1958 e transformou a história em um drama sobre perda do corpo e da identidade. O filme ficou conhecido pela maquiagem, que lhe rendeu um Oscar. O lado humano do personagem principal é o que muita gente aponta como superior ao original.
Ben-Hur (1959)
Já existia uma versão muda de 1925, mas a produção de William Wyler virou referência de superprodução. Levou 11 Oscars, número que poucos filmes igualaram. A corrida de bigas segue sendo uma das cenas mais lembradas do cinema.
Quando o original ainda leva a melhor
Nem todo remake é bem-sucedido, e é por isso que esses cinco chamam atenção. Em geral, a nova versão funciona quando tem uma razão própria para existir. Quando só repete o que já foi feito, o público tende a preferir o primeiro filme.
Um bom jeito de tirar a prova é assistir às duas versões em sequência, de preferência com alguns dias de intervalo. Anote o que mudou na história, no ritmo e no final. Depois dessa comparação, a sua lista pode ficar diferente da acima.
Perguntas frequentes
Remake é o mesmo que continuação?
Não. O remake refaz uma história já filmada, com novo elenco e equipe. A continuação conta o que acontece depois.
Por que o estúdio faz remakes?
Em geral porque o título já é conhecido e tem público. Também há casos em que a tecnologia mudou e permite contar a história de outra forma.
Qual versão devo ver primeiro?
Não há regra. Ver o original primeiro dá mais contexto para notar as mudanças, mas começar pelo remake também funciona.




